Informações
Padrão Comentado
O padrão do Shar-Pei ainda não está
completamente desenvolvido. Como o Shar-Pei é uma raça em desenvolvimento,
o padrão sempre estará sujeito a mudanças.
Nos parágrafos abaixo irei explicar quais características que
o padrão brasileiro atual (ano 2000) exige, comentadas e esclarecidas.
Aparência Geral
Proporções Importantes
Comportamento/Temperamento
Cabeça e Região Craniana
Stop Pregas
Região
Facial Boca
Dentes Olhos
Orelhas Pescoço
Tronco
Cauda Membros
Movimentação
Pelagem Cor
Talhe e Peso Faltas
Nota
Aparência Geral: forte e compacto. Shar Pei significa pele de Areia. A pele deve ser flexível e áspera, enquanto a peagem é curta e eriçada. Na sua infância, ostenta pesadas pregas por todo o corpo. No cão adulto, as pregas pronunciadas, ficam limitadas á cabeça e cernelha.
O Shar-Pei é um cão musculoso por natureza. Os
músculos devem estar aparentes e saudáveis, mesmo que o cão
não faça muito exercício físico.
Como cão compacto, o formato do corpo deve possuir uma estrutura quadrada,
ou seja, ele não deve aparentar um cão comprido. Isso, unido
à musculatura do cão, formará um exemplar admirável
e temível.
As pregas devem estar sempre presentes. Assim como impressões digitais,
nenhuma prega será igual a outra, fazendo de cada cachorro um cão
único. Em filhotes as pelancas (pregas soltas e profundas) devem ser
muito abundantes e presentes no corpo todo, mas em um adulto as pelancas devem
ser limitadas à cabeça, pescoço e ombro. Adultos com
pelancas pelo corpo todo não são desejados pois o excesso pode
prejudicar a saúde do cão.
A pelagem será discutida adiante.
Proporções Importantes:
o comprimento do tronco, do esterno à nádega, é, aproximadamente,
igual à altura na cernelha; as fêmeas podem ter o tronco, sutilmente,
mais longo. O comprimento do focinho é, aproximadamente, igual ao do
crânio.
Essas proporções se destinam a garantir que o
Shar-Pei seja um cão compacto, quadrado em sua forma, e bem balanceado.
Como podemos ver, no formato quadrado do corpo não se considera nem
a cabeça e nem o pescoço.
As proporções do focinho indicam o formato dele. A cabeça
do Shar-Pei é tão importante quanto as outras características.
O Shar-Pei deve possuir um equilíbrio em suas feições,
onde nenhuma característica chama mais atenção que outra.
Na figura acima podemos ver que o comprimento do focinho (número 2
na figura) deve ser aproximadamente igual ao do crânio (número
1 na figura).
Comportamento / Temperamento: ativo e ágil. Calmo, independente, leal e afeiçoado às pessoas.
Ativo e ágil, mas calmo, o temperamento do Shar-Pei
pode variar de um cachorro que gosta de dormir até um com muita energia.
Seja qual for o caso ele sempre deverá gostar de brincadeiras, sempre
deverá aparentar andar com leveza e ser ágil o bastante para
saltar obstáculos e fazer estripulias.
Dentro de casa o cão gostará de entreter seus donos, brincando
e ficando sempre por perto. Ele dará sua vida para os proteger.
Fora de casa o Shar-Pei deverá ser reservado com estranhos, não
aceitando amizade facilmente.
Independente e muito inteligente, o Shar-Pei não gosta de ordens e
sabe o que pode fazer e quando. Veja o capítulo "Treinamento"
ou o "Personalidade do Shar-Pei" para mais detalhes.
Cabeça e Região Craniana: o crânio é arredondado e largo na base, mas achatado e largo na frente.
O formato da cabeça do Shar-Pei é comumente descrito como sendo em forma de hipopótamo. O crânio deve ser bem largo e arredondado, dando uma impressão de força e inteligência. O focinho pode dar a impressão de ter sido achatado (como se fosse possível uma pancada no nariz fazer com que ele encolhesse e enrugasse), com um nariz gordinho.
A cabeça, vista de perfil, forma uma linha. Essa linha
deve possuir, ao passar da testa para o focinho, uma depressão que
deve ser moderada.
O fila, por exemplo, deve possuir uma depressão acentuada, enquando
o Bull Terrier não deve possuir depressão alguma. O Shar-Pei
deve estar no meio termo.
Pregas: as
pregas da pele, na cabeça, devem ser profundas sem, entretanto, obstruir
os olhos. A descrição chinesa da forma da cabeça é
"Who Lo Tau", que significa, cabaça. Essas rugas fazem, na
fronte, uma marca, que reporta ao Símbolo da Longevidade na China.
Essa característica é essencial para a raça, porque,
a Marca da Longevidade, aparece, apenas, em felinos, como os tigres e os leões.
Em cães, apenas, nas raças do tipo mastife.
A obstrução dos olhos pelas pregas gera uma doença
chamada Entrópio, discutida em detalhes no capítulo "Saúde".
Vemos, ao lado, um close de um olho com Entrópio.
As pregas na região fácil devem ser as mais abundantes e profundas
possíveis, de tal forma que o exemplar, ou seus descendentes, não
gerem Entrópio. Infelizmente isso significa, na prática, que
há um limite para as pelancas.
Como uma forma prática de ver, em um adulto, se há uma boa quantidade
de pelancas, basta ver na região ocular se as pelancas parecem fazer
uma espécie de "pressão" sobre o olho. Mesmo que o
olho esteja bem aberto, essa "pressão" é o indicativo
de Entrópio.
Região Facial:
Trufa : grande, larga, preferencialmente preta, sendo permitidas, as tonalidades
mais claras, em cães de pelagens mais claras.
Focinho : de comprimento moderado, largo na base, reduzindo, suavemente, para
a trufa.
Existem três tipos diferentes de cabeça aceitáveis:
Bonemouth (boca de osso): Esse é o tipo mais difícil de ser
encontrado. O nariz tem sua base na ossatura, que é larga e num bom
formato. A carne do nariz é pouca, com cerca de 0,25 polegadas de espeçura
no máximo. Esse nariz nunca irá afinar, ou perder sua forma,
devido a doenças, etc
Clássica: O nariz é moderadamente pesado e cheio. Com sorte
haverá uma estrutura óssea tão boa quanto a do Bonemouth.
Aqui a cobertura é mais densa, resultando numa cabeça mais pesada,
que nunca poderá ser exagerada.
Meatmnouth: A assatura ainda é a base do nariz, mas há uma grande
cobertura com pregas e pelancas.
A título de exemplo, vou citar dois tipos de cabeças pobres:
Fina: O nariz é estreito, com uma ossatura pobre debaixo da cobertura.
Filhotes com muitas pregas e pelancas, mas com uma ossatura fina no nariz
podem se desenvolver com esse tipo de estrutura. Em filhotes a largura da
ossatura no nariz deve ser apenas um pouco mais fina que a largura craniana.
Pesada: Uma cabeça pesada demais para o corpo, com pelancas em excesso,
também não é desejável.
Boca : língua e gengivas, preferencialmente, em preto-azulado. Somente aos exemplares de pelagem clara é permitido a língua rosa ou apresentando pontas rosa, por exemplo, fulvo ou creme claro. Maxilares fortes. O formato da boca, vista de cima, também, é de céu da boca arqueado, conhecida como: "Roof Title Mouth" ou, com maxilar amplo, em forma de boca de sapo, conhecida como: "Toad Mouth". Ambos os tipos de boca destinam-se a conferir uma mordida firme.
A língua preta é uma qualidade típica
do Shar-Pei. Apenas um outro cão possui essa coloração
na língua: o Chow Chow. Dessa forma, quanto mais escura a língua,
melhor.
Filhotes geralmente apresentam manchas, mas estas deverão ir desaparecendo
enquanto o cão se torna adulto.
Pontas e manchas lavandas na língua de um exemplar escuro ainda são
aceitáveis, embora não desejado. Em exemplares de focinho claro
(cães diluídos - ver capítulo sobre pelagem) a língua
pode ser inteiramente de tonalidade lavanda.
É preciso lembrar que stress e calor excessivos podem vir a clarear
a língua e o interior da boca. Neste caso, uma vez resolvido o problema,
a boca deverá ir lentamente adquirindo sua coloração
natural.
Existe uma diferença sutil entre o rosa e a lavanda. A lavanda é
o rosa com uma levíssima coloração azul. Essa diferença
é difícil de ser vista e somente a experiência permitirá
a distinção das duas.
A coloração rosa na língua e na boca nunca será
aceitável em nenhum Shar-Pei, mas a lavanda é aceitável
em exemplares diluídos.
Dentes: mordedura em tesoura, perfeita, regular e completa, isto é, os dentes, da arcada superior, ultrapassam os, da arcada inferior, bem próximo, sendo inseridos, ortogonalmente aos maxilares.
A mordedura de uma Shar-Pei é de especial importância,
já que ele foi aprimorado para que pudesse segurar suas vítimas
na boca com segurança.
Ao fechar a boca, os dentes da frente devem fechar bem próximos uns
aos outros, como as lâminas de uma tesoura. Não deve sobrar espaço
entre os dentes da frente, nem os dentes devem bater uns nos outros.
O ser humano possui esse tipo de mordedura.
Olhos: tamanho
médio, formato amendoado, o mais escuro possível. Olhos claros
são indesejáveis. Tanto a visão, quanto o funcionamento
das pálpebras, não podem sofrer interferência da pelagem
ou das dobras da pele. Qualquer sinal de irritação do globo
ocular, conjuntiva ou pálpebras é altamente indesejável.
Os olhos devem ser fundos, e penetrantes, ajudando na expressão
amedrontadora do cão. A cor preta (ou escura) ajuda ainda mais essa
expressão.
Em exemplares diluídos (cores claras com focinho claro, veja foto ao
lado) os olhos podem (e quase sempre serão) claros sem prejuízo
nenhum para o cão. Apenas em Shar-Peis não diluídos a
cor do olho deve ser mais escura.
Entrópio (irritação nos olhos) infelizmente é
uma doença muito comum em Shar-Peis. Os criadores ainda estão
tentando erradicar esse problema, mas é difícil encontrar um
canil, por melhor que seja, onde o problema não exista.
Acredito que o Entrópio não deveria ser severamente penalizado
nesta raça, a não ser que não tenha sido devidamente
tratado.
Orelhas: pequenas,
finas, de formato triângular equilátero, com a ponta, suavemente,
arredondada. As extremidades caídas, apontando para o crânio,
na direção dos olhos. Inseridas afastadas e portadas próximo
ao crânio; orelhas eretas são menos desejáveis, mas permitidas.
As orelhas do Shar-Pei devem ser pequenas, triangulares, com
a ponta apontando para os olhos. Em filhotes as pontas das orelhas usualmente
são caídas (apontam mais para baixo), mas ao crescer elas vão
tomando a devida posição.
Elas devem ser pequenas e chamar pouca atenção. Elas possuem
a habilidade de se moverem muito bem, podendo abrir até ficar paralela
ao solo (ou ainda mais). No entanto ela sempre deverá voltar para a
posição atual quando o cão estiver em estado de alerta.
Por ser uma característica tão própria do Shar-Pei quanto
a pele, é da opinião do autor que orelhas eretas deveriam se
constituir falta.
Pescoço: forte, musculado, com alguma barbela. A pele solta deve ser moderada.
O pescoço forte e musculoso ajuda a construir um Shar-Pei
compacto e temível. O pescoço não deve ser muito comprido,
ajudando a fazer um cão quadrado, forte e equilibrado.
O excesso de pelanca no pescoço pode ser indicativo de pré-disposição
genética a entrópio e problemas de pele. 
O estilo americano (foto ao lado) indica pelancas e rugas por todo o cão.
O estilo chinês indica que não pode haver pelancas depois do
pescoço.
O padrão americano já está mudando pois o excesso de
pelancas quase sempre resulta em problemas de saúde.
Já o estilo chinês indica um cão com poucas rugas, fazendo
com que o Shar-Pei perca um pouco do visual que os fizeram ser tão
amados.
O padrão brasileiro pede um meio termo, algo que quase todos os criadores
já estão buscando alcançar.
Tronco: pele
em excesso no tronco, em exemplares adultos, é indesejável.
Cernelha: apresenta ligeira dobra de pele.
Dorso: muito forte e reto.
Peito: largo e profundo.
Garupa: ilíaco forte.
O tronco possui esse formato para dar compostura e balanço
para o cão. Se colocarmos um cão de encontro à parede
e desenharmos a altura da coluna, obtemos uma linha, que chamarei de "linha
da coluna".
A linha da coluna deve cair levemente depois dos ombros e subir novamente
na parte traseira. Ela possui esse formato para dar equilíbrio ao corpo
e sustentar a cabeça.
A garupa, assim como o peito, deve ser musculosa e larga. Vale lembrar que
o Shar-Pei cresce muito rápido, mas amadurece lentamente, assim pode
levar um tempo para que o peito e a garupa se alarguem.
Cauda: existem diversos tipos. O mais comum é a enroscada , e a duplamente enroscada, podendo fazer uma rosca grande ou pequena. A cauda deve ser firme e deitada sobre a garupa.
São definidos três tipos de caudas aceitáveis.
Eles estão listados em ordem de preferência.
Perpendicular a garupa e curvada para qualquer lado, formando um círculo
fechado. Algumas podem ser tão enroladas de modo a formar apenas um
buraco do tamanho de uma grande moeda.
Curvada em um círculo aberto.
Curvada formando um semi-círculo de tal forma que a cauda não
toque as costas.
Caudas não aceitáveis incluem as caídas, cobrindo o ânus,
as que não saem perpendiculares à garupa, as retas para cima
e as incompletas.
Anteriores: ombros musculados, bem acoplados e inclinados. Anteriores de comprimento moderado, sutilmente, mais longos que a profundidade do peito. Boa ossatura. Metacarpos suavemente inclinados, fortes e flexíveis.
Bons posteriores são difíceis de encontrar. Enquanto algumas vezes isso é devido à genética, na maioria é devido ao fato do filhote ter de suportar uma cabeça muito grande. Os anteriores sedem ao peso.
Posteriores: fortes e musculados, moderadamente angulados e jarretes curtos.
A traseira do Shar-Pei deve ser moderadamente angulada. Deve haver uma boa tração traseira na movimentação do cão.
Patas: tamanho médio, compactas, dedos bem arqueados, bem almofadados.
As patas devem ser viradas para frente, os dedos curvos e colados
um ao outro. A pata nunca deverá ser espalmada.
É nas patas que o filhote mais sente uma estrutura pesada. Principalmente
na hora da alimentação, para suportar o excesso de peso, o filhote
abre as patas, provocando patas abertas. Veja o capítulo "Alimentação"
para mais detalhes.
Movimentação: vigorosa, fluente e equilibrada.
O Shar-Pei deve possuir uma excelente tração,
capaz de carregar grandes quantidades de peso rapidamente. Para isso deve
haver um bom alcance frontal e uma excelente tração traseira.
Para alcançar uma velocidade maior em um trote as patas de um Shar-Pei
devem sempre pisar em uma mesma linha, no centro de seu corpo. Isso significa
que todas as pegadas devem formar uma linha reta só. Para tal o cão
deverá colocar duas patas de cada vez no chão, alternando-as
e inclinando-as em direção ao centro do corpo.
Pêlo: curto, duro, eriçado e o mais reto possível. Sem subpêlos. O comprimento máximo é de 2,5cm. Jamais tosado.
Normalmente os pêlos são subdivididos em três
tipos: horse coat (pêlos de cavalo), brush coat (pêlos de escova)
e bear coat (pêlos de urso). 
Horse Coat: É o mais desejado pelo padrão brasileiro, onde o
pêlo se mostra sedoso e macio quando passamos a mão a favor da
raiz e extremamente áspero se passamos a mão contra a raiz.
O pêlo sai verticalmente de sua raiz, e o cão tem a capacidade
de eriçá-lo, tornando-o uma arma eficaz contra incômodos,
pois ele causa irritações e alergias.
Muito embora o padrão favorecia esse tipo de pêlo, ele é
propenso a causar irritações na pele de seu dono e, em quase
todos os casos, problemas de pele para o cão. 
Brush Coat: O pêlo desse tipo é mais longo e sedoso, menos propenso
a causar alergias. A largura máxima de 2,5 cm de comprimento foi estabelecida
para que os cães tipo brush coat pudessem ser incluídos dentro
do padrão.
A grande vantagem desse tipo de pêlo é que ele raramente causa
problemas de pele no cão, ou irritações no dono, muito
embora ainda esteja dentro do padrão.
Os Shar-Peis brush coat são comumente procurados por possuir um pêlo
que não irrita ao seu dono, de tal forma a ser possível coloca-lo
no colo, ou dormir ao seu lado, sem sair com a pele irritada. Esse tipo de
pêlo raramente causa problemas como o do horse coat. 
Bear Coat: Indesejável, possui os pêlos macios e sedosos, que
podem chegar a ser tão compridos quanto os de um Chow-Chow ou um Pastor
Alemão.
Shar-Peis com a pelagem tipo bear coat estão fora do padrão
e somente criadores experientes deveriam cruza-lo.
O cruzamento de um bear coat com um Shar-Pei com longa história ancestral
de pelagem tipo horse coat poderá favorecer a estrutura do cão
e aumentar as possibilidades de se conseguir Shar-Peis brush coat.
Cor: unicolores, preto, preto azulado, preto com insinuações em marrom, ruivo e fulvo. Creme é aceitável porém, menos desejável.
A chave da coloração do pêlo é a
sua solidez. Nunca devem aparecer manchas. Enquanto filhotes podem apresentar
pêlos de coloração mais escura em algumas partes do corpo,
o cão adulto deve apresentar toda a sua pelagem com uma coloração
uniforme e definida.
Uma pelagem ligeiramente mais clara não é indicativo de manchas.
Muitos Shar-Peis possuem um pêlo mais claro na parte de baixo do rabo
ou atrás das coxas.
São consideradas manchas quando o pêlo muda de cor completamente,
ou escurece (ou clareia) muito, em regiões localizadas.
Para mais informações veja o capítulo de cores.
Talhe e peso:
Altura na cernelha - 47,5 a 57,5 cm.
Peso - 40-65lbs.
Se um exemplar não estiver, bem dentro, dos parâmetros acima, não deverá ser severamente penalizado. Deve compreender-se que o Shar Pei tradicional perdeu seu talhe por volta de 1949. Os camponeses preferem o tamanho maior que eles chamam de "High Head Big Horse". O tamanho, entretanto, deve atingir os 23" na cernelha e as fêmeas levemente menores. Acima de 57,5cm é indesejável por receio de mestiçagem.
Existem hoje dois tamanhos diferentes de Shar-Peis: o mini
Shar-Pei e o standart Shar-Pei.
O mini Shar-Pei pode ter entre 38 e 45 cm de comprimento, pesando entre 17
e 20 Kg. O standart deve ter entre 47 e 57 cm, pesando entre 18Kg e 29,5 Kg.
Observe que há também dois "tipos" de cães
standart. Os chineses clamam que o Shar-Pei original era um cão alto
e esguio, tendo cerca de 50cm de altura e pesando apenas 20Kg. No entanto
os comunistas destruíram quaisquer documentações e embora
pesquisas podem apontar para esses dados, não se pode ter certeza de
que estão certos e se o baixo peso não era devido a sub-nutrição.
Os americanos (e grande parte do mundo) já pedem um cão mais
pesado, onde um cão com 50cm de altura pesaria perto de 28Kg de peso.
Faltas: qualquer
desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado
na exata proporção de sua gravidade.
Cabeça e mandíbula excessivamente pesada. Boca muito grande,
lábios muito caídos, que possam interferir na mordida, por ser
utilizado no esporte da caça.
Embora uma cabeça pesada demais possa ser rara, é fácil visualizar quando a cabeça é tão pesada, ou as pelancas tão abundantes, que o cão começa a sentir dificuldades em morder.
Dentes - prognatismo ou retrognatismo.
Quando os dentes não se encaixam um no outro de forma adequada. Quando há espaço vazio entre os dentes temos o retrognatismo, e quando os dentes batem um no outro (ou quando o canino de cima fica para frente do canino de baixo) tempos o prognatismo.
Olhos - entrópio, ectrópio.
Entrópio é uma condição que ocorre
quando os cílios superiores ou inferiores do cão viram para
a córnea, causando irritações e podendo levar a cegueira.
Ectrópio é a condição inversa, ou seja, quando
os cílios inferiores viram para fora, expondo o olho.
Orelhas - grandes, que pendam lateralmente, não apontando para os olhos.
Orelhas em adultos devem apontar para os olhos. Orelhas grandes e caídas pode ser sinal de mestiçagem.
Tronco - selado ou arqueado.
A linha da coluna deve ser levemente ondulada, descendo dos ombros e levantando apenas levemente na garupa. Uma linha muito ondulada, reta, ou que levante antes da garupa constituem faltas.
Cauda - caída.
Cauda caída (como a de um Pastor Alemão) pode ser indicativo de mestiçagem.
Patas - espalmadas.
As patas sempre devem ser arqueadas, com os dedos bem colados uns nos outros. Patas com dedos afastados atrapalham na movimentação do cão.
Pelagem - pêlos maiores que 2,5cm.
Shar-Pei significa pele de areia, mostrando como o pêlo deve ser curto e áspero. Um pêlo longo e sedoso vai contra o próprio conceito da raça.
Cor - cores mescladas com marcação castanho, sarapintado. Tigrado é inaceitável; essa coloração indica mestiçagem.
Existe o sabble, uma tonalidade de pêlo com duas cores
que não representa manchas ou cores mescladas.
Cães cremes e de tonalidades claras não diluídos devem
ter uma tonalidade mais escura no focinho (podendo quase chegar a um preto)
e em outros lugares.
Todas as outras tonalidades com duas cores constituem faltas (ver capítulo
"Cores").
Nota: os machos devem apresentar
dois testículos de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados
na bolsa escrotal.
Existem diversos tipos de faltas. Vou mencionar aqui as faltas
graves e as desqualificantes, de acordo com o padrão americano.
As faltas desqualificantes são defeitos totalmente inaceitáveis
em um cão. Ele nunca poderá ir a exposições e
é recomendável que esse cão nunca produza descendentes.
As faltas graves representam traços indesejáveis em um cão,
mas não impede um cão de competir em exposições
(muito embora tal cão provavelmente nunca irá ganhar um título).
Entre as faltas graves temos:
Uma mordedura que não seja de tesoura (há espaço entre
os dentes frontais quando o cão fecha a boca).
Língua com manchas rosas
Uma pelagem comprida e macia, com mais de 2,5 cm de comprimento nos ombros.
Entre as desqualificantes temos:
Orelhas em pé
Língua completamente rosa (não lavanda, mas rosa)
Rabo incompleto (como se tivesse sido cortado)
Cores não sólidas (pelagem manchada - ver capítulo sobre
coloração de pele). Exemplos: albinos, parcialmente coloridos
(cremes com manchas pretas ou escuras e vice versa), manchados (cremes com
pintas pretas ou escuras e vice versa), etc